Sobre

Velhas roupas, novas atitudes




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O mundo está cheio, de tudo.

E cheio de histórias pra serem continuadas.

Acreditamos que o que já existe é suficiente para se viver, com respeito ao ser humano, à natureza.

Além de evitar que se produzam mais e mais, você faz parteb(in)conscientemente de um movimento que não tem volta: reduzir, reutilizar, reciclar, repensar, ressignificar. E a cada dia se agrega novas palavras a essa nova (antiga) forma de consumir.

Os dias são difíceis, a grana é curta, o tempo é pouco e o mundo te cobra a cada piscada.

Informação por todo lado, efervescendo vontades, desejos, possibilidades.

Tudo isso pode ser figurado por velhas peças, velhas histórias, com novos personagens. Viver, reviver, ser, estar, sentir. No tempo, no espaço. Comunicar através do vestir.

E pagando pouco.

É possível descobrir-se, em peças com vida, com mistérios, com essa bossa diferente.

Viver rodeado de arte, cuidados, descuidos, é inspirar-se cada vez que se veste.

Roupas vindas de tempos em que o ritmo era outro, mãos eram outras, mais pessoas e menos máquinas.

Mais coração e menos razão.

Seguimos nas práticas do slowfashion,: (sempre tentando evoluir)

O garimpo das peças é feito ou com veículo em grande quantidade, ‘aproveitando e compensando’ a emissão de gases, o trânsito, o stress, consumo de combustível, depreciação do meio de transporte; ou em pequena quantidade em locais em que seja possível deslocar-se de bike ou mesmo a pé. Um garimpo é, além de tudo, um passeio, uma ida ao incerto, ao que nos está reservado dependendo do olhar. Ah, e ainda conseguimos consumir e descobrir relíquias do nosso estado, sem precisar se deslocar mais longe, aumentando ainda mais toda essa cadeia de consumo. E essa proximidade reflete também diretamente nos valores das peças.

A lavagem é feita de modo tradicional, mas com cuidados: 80% das peças ã mão, sabão neutro, água suficiente e às vezes amaciante. As demais são lavadas à máquina, sempre rolando a preocupação com as quantidades e resíduos, e os impactos com a natureza.

As etiquetas são produzidas artesanalmente com reaproveitamento de retalhos de tecido de algodão, que são doados por facções e a logo carimbada manualmente. O barbante utilizado é também de fibra natural, fabricado na região e ecologicamente correto. Pensando no reuso, a etiqueta é presa na peça com alfinetes de segurança, que possuem boa durabilidade e usos diversos.

As sacolas são de papel, sem impressão. As caixas de envio, papéis de recados, florzinhas, papéis de embrulhos, recortes, e afins, são reaproveitamento, somos catadores da beleza escondida, desprezada, afinal, tudo é relativo aos bons costumes do lugar.

Que fique agradável aos olhos e ao coração.