Sobre

Velhas roupas, novas atitudes




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O mundo tá cheio, de tudo.

Acreditamos que o que já existe é suficiente pra se viver,

com respeito ao ser humano, à natureza, ao meio ambiente.

Consumir em brechós é pensar em si e nos outros,

no mundo em que a gente vive

nas pessoas que nele vão ficar.

É continuar (ou começar) histórias, que mexem e remexem com a imaginação,

com resgates, memórias. Colocar-se em outra dimensão tempo-espaço.

É ter estilo e identidade.

É descobrir-se, em peças com vida, com mistérios, com essa bossa diferente.

Viver rodeado de arte, cuidados, descuidos, é inspirar-se cada vez que se veste.

Roupas vindas de tempos em que o ritmo era outro, mãos eram outras, mais pessoas e menos máquinas.

É querer gastar o justo.

É ajudar muitas pessoas, que juntas giram essa engrenagem.

Consumir é um ato político, usemos a nosso favor essa poderosa ferramenta de protesto,

comunicação, ação. Viver, reviver, ser, estar, sentir.

Mais coração e menos razão.

Seguimos no slowfashion, uma filosofia que abrange desde a busca constante por alternativas, o engajamento com os públicos de relacionamento e principalmente, o compromisso pela melhoria continua dos processos produtivo e comercial (não existe marca 100% sustentável ou "perfeita").

O garimpo das peças é feito ou com veículo em grande quantidade, ‘aproveitando e compensando’ a emissão de gases, o trânsito, o stress, consumo de combustível, depreciação do meio de transporte; ou em pequena quantidade em locais em que seja possível deslocar-se de bike ou mesmo a pé. Um garimpo é, além de tudo, um passeio, uma ida ao incerto, ao que nos está reservado dependendo do olhar. Ah, e ainda conseguimos consumir e descobrir relíquias do nosso estado, sem precisar se deslocar mais longe, aumentando ainda mais toda essa cadeia de consumo. E essa proximidade reflete também diretamente nos valores das peças.

A lavagem é feita de modo tradicional, mas com cuidados: 70% das peças ã mão, sabão neutro, água suficiente e às vezes amaciante. As demais são lavadas à máquina, sempre com a preocupação quanto às quantidades e resíduos, e os impactos com a natureza.

As etiquetas são produzidas artesanalmente com reaproveitamento de retalhos de tecido de algodão, que são doados por facções e a logo carimbada manualmente. O barbante utilizado é também de fibra natural, fabricado na região e ecologicamente correto. Pensando no reuso, a etiqueta é presa na peça com alfinetes de segurança, que possuem boa durabilidade e usos diversos.

As sacolas são de papel, sem impressão. As caixas de envio, papéis de recados, florzinhas, papéis de embrulhos, recortes, e afins, são reaproveitamento, somos catadores da beleza escondida, desprezada, afinal, tudo é relativo aos bons costumes do lugar.

Que fique agradável aos olhos e ao coração.

O futuro é o passado.